
O começo do dia clareava a cidade de Rustboro, e a maioria das pessoas desfrutava do aconchego de suas camas quentes em meio às cobertas enquanto em sua inconsciência esperavam que o despertador as acordasse para o trabalho. Em um dos prédios mais altos e luxuosos da cidade, no entanto, a quietude da manhã estava sendo substituída pelo tocar incessante da campainha que provavelmente não perturbava apenas sua moradora, como todos aqueles que moravam naquele andar.
Uma
mulher de longos cabelos castanhos surgiu da última porta do corredor com uma
expressão mal-humorada. Pegou um robe preto jogado em cima do sofá de linho
cuja coloração era bege, vestindo-o de qualquer jeito por cima do baby doll cor
rosa bebê. Imaginava ser algum de seus vizinhos, visto que a chegada de um
visitante não lhe fora anunciada pelo porteiro.

Pegou
as chaves em cima de uma pequena mesa de vidro ao lado da porta. Esperava que
não fosse Silvia pedindo-lhe socorro após mais uma vez seu Slakoth ter
“acidentalmente” trancado a porta da casa. Percebeu imediatamente que estava
enganada ao ver um rapaz de terno e cabelos branco-azulados.
– O que diabos você está fazendo aqui há essa
hora? - perguntou num tom visível de irritação. Steven Stone era última pessoa
que esperava ver naquele momento.
– Bom dia para você também, minha cara Roxanne! -
ironizou o rapaz - Posso entrar?
– Seria um bom dia, caso você tivesse esperado até
o horário socialmente aceito para visitas - ela deu passagem e logo em seguinda
fechou a porta, encarando-o - Afinal, por que motivo você está aqui?
A boca
do campeão se abriu para a líder de ginásio, porém nada foi dito a medida que
seu rosto ia ganhando tons rubros.
– Pode me responder?
– Você… Não poderia vestir uma roupa mais
composta? - desviou o olhar.
Ela
arqueou as sobrancelhas e deu um sorriso debochado.
– Se você estiver incomodado basta apenas sair da
minha casa - respondeu enquanto se dirigia à cozinha, onde ligou a cafeteira
para produzir a tão sagrada bebida matinal.
Steven
não respondeu, apenas puxou uma das cadeiras de estofado claro e sentou-se a observá-la.
As vezes ele agia daquela forma, o jeito misterioso e normalmente tranquilo,
oposto ao seu, a irritava desde que ambos eram crianças. Ela já ia
perguntar-lhe novamente o motivo de sua vinda quando o mesmo se adiantou.
– Você conheceu a garota? - perguntou sem mais
explicações e deixando a líder confusa.
– Do que você está falando? Que garota?
– A que se tornou treinadora recentemente e vem
causando rebuliço entre os líderes e a elite.
A
compreensão chegou até Roxanne, que se manteve calada por alguns minutos. Sabia
de quem o rapaz falava, embora houvesse demorado um pouco para associá-la ao
seu nome. Preferiu agir como se sequer tivesse ouvido o comentário, porém após
um demorado silêncio, acabou por se manifestar em tom de voz cauteloso.
– Sim, eu a conheci - comentou enquanto pegava uma
caneca negra com a silhueta de um Geodude desenhada, um presente de um de seus
alunos - E não entendi o motivo para tamanho alvoroço, ela é apenas uma garota
normal.
– Uma garota normal tem uma Wailmer e ainda consegue
se comunicar com esta?
A líder deu de ombros.
– Muitos treinadores conseguem se comunicar com
seus Pokémons depois que se conectam a eles.
– Ela já possuía esse pokémon na batalha contra
você?
Não
possuía, ou ela simplesmente era confiante o suficiente para não usar um
pokémon com vantagem de tipo, coisa que a líder realmente acreditava que não
viria da garota que havia conhecido. Ainda que admitir que Steven estava
correto em suas suposições fosse contra seu instinto natural, não conhecia
muitos treinadores que tinham contato ou se aventuravam a batalhar com aquele
tipo de criatura.
Pegou
o objeto com a bebida fumegante e levou aos lábios, sentindo o sabor amargo
preenchendo-lhe a boca e despertando os sentidos ainda vagamente entorpecidos.
– Eu não sei. Mesmo assim não é um problema
relevante - respondeu colocando café em outra caneca e estendendo-a ao rapaz.
Steven pegou-a e agradeceu, tomando um gole da bebida e tossindo logo em
seguida.
– Esqueci de avisar que não tinha açúcar - a
mulher deu um sorriso irônico e colocou sobre a bancada um pequeno açucareiro
junto de uma colher de chá.
Sentiu
os olhos semi-cerrados do visitante sobre si enquanto colocava as fatias de pão
integral na torradeira. Esperou palavras de repreensão, mas não foram estas que
vieram.
– Você sabe do rebuliço que houve entre os líderes
e a Elite quando ela se tornou treinadora. Pelo menos, por parte de alguns
membros mais antigos como Wattson e Glacia. Aidan há muito tempo não vem
participando das reuniões. Os outros ainda não sabem de nada, e para ser
sincero, creio que seja melhor que não saibam.
Ela
colocou a caneca com boa parte do conteúdo sobre a pia e esfregou as têmporas.
Aquele não era um assunto do qual gostava de pensar, aliás, quanto menos o
fizesse, menores seriam as chances de recordar um passado ainda doloroso. Mas
Steven estava ali e parecia ansioso e preocupado. Por mais que aquela conversa
a estressasse, não poderia deixá-lo naquelas condições. Sabia que era uma das
poucas pessoas que ele procurava para desabafar ou ouvir algum conselho e
sentia essa mesma sensação de confiança pelo rapaz.
– Isso é bobagem da parte de todos eles, são
simplesmente boatos antigos - disse para o rapaz cujos olhos cinzentos estavam
perdidos fitando a janela da cozinha. Sua mão levantou-se ligeiramente para
tocar-lhe o braço, mas ela refreou o impulso - Não há nenhum motivo para
impedir a garota de se tornar treinadora.
Apesar
das suas palavras, o campeão da elite não mudou sua postura, em seu rosto se
mantinha a face pensativa.
– Depois que a mãe e o tio dela fugiram da prisão,
tudo parece ter assumido níveis desproporcionalmente grandes. Eu fui até a casa
da garota, sabe… Naquele mesmo dia.
A
líder arqueou uma sobrancelha, mas não disse nada, apenas esperou que ele
prosseguisse.
– Não sei o que estava pensando, acho. Levei meus
pokémons mais comuns para não chamar atenção, pedi que vigiassem a casa e os
arredores para saber se Dayane ou Archie iriam até lá. May encontrou-me enquanto
testava os movimentos de meu Magneton e tive que arrumar uma desculpa para sair
dali. Confesso que não pude deixar de lhe propor uma espécie de batalha para
testar suas habilidades e seu nível de interação com os Pokémons.
– Você foi até a casa dela? – repetiu Roxanne
incrédula - Você não acha que está exagerando um pouco? Que talvez esteja pior
do que todos os outros membros juntos?
– Você se esqueceu do que aconteceu há quase
dezessete anos? O quanto isso nos atormenta e à grande parte do continente?
Ela
imediatamente se calou e comprimiu os lábios um contra o outro contendo uma
resposta. Como ele tinha coragem de perguntar aquilo? Seria apenas para
provocá-la? Se sim, era uma péssima ideia. Sem emitir qualquer sinal de ter
vontade de prolongar a conversa, pegou as torradas e passou geléia de morango
nela com uma faca.
– Me desculpe… – murmurou ele – Eu não devia ter
dito isso, eu só…
A
mulher rapidamente interrompeu-o com um aceno de mão
– Esqueça. A última coisa que desejo é entrar
nesse assunto contigo - levou o pão à boca sentido o gosto adocicado se opor ao
sabor forte da bebida.
Um
incômodo e prolongado silêncio seguiu-se por parte de ambos. A líder sabia que
o rapaz se arrependia de ter tocado no assunto, era visível o olhar de cautela
que este lhe lançava, embora fosse algo que trouxesse dor a ambos.
– Steven, eu realmente entendo que existam pessoas
receosas, mas sinceramente eu duvido que haja motivos para alarme, ao menos
quanto a garota.
O
campeão meneou a cabeça e disse em um tom de voz bem mais tranquilo.
– Sinceramente, eu também não me preocupo quanto a
ela. Contudo, todos os acontecimentos das últimas semanas vêm perturbando minha
consciência. Os Magmas voltando à atividade após a morte do Maxie, fenômenos
climáticos inesperados, a fuga do Archie e da Dayane da prisão. Tudo isso está
conectado, no entanto ainda não consigo enxergar de que forma. A única coisa
que podemos concluir é que a garota estará no centro de tudo, mesmo que
inconscientemente, seja lá o que isso representar.
Roxanne
olhou para as próprias mãos que haviam inconscientemente apertado com força a
pedra negra que formava o balcão.
– Você tem razão. O que acha que deve ser
feito?
Ele
desviou o olhar para a janela assumindo de novo uma expressão pensativa.
– No momento, apenas podemos observar. May e os
amigos estão indo para Slateport, com o evento que ocorrerá por lá e toda a
vigilância, não creio que nenhum deles ousará se aproximar dela.
A
mulher confirmou com a cabeça, no entanto, as palavras dele fizeram ressurgir
uma lembrança.
– Eu havia me esquecido completamente desse
evento. Como você está se sentindo com relação a isso? Está nervoso?
Ele
passou a mão pelos cabelos cinzentos pela primeira vez desde que entrara na
sala e suspirou.
– O que tiver de acontecer, acontecerá. Não há
motivo para que me preocupe - respondeu, mas ela sabia que não era de todo
verdade, a postura do amigo enrijecera de maneira antinatural após ter ouvido
suas palavras.
– Entendo. Você vai se sair bem.
Ele então
encarou-a com um sorriso torto.
– Se os resultados forem positivos ao meu favor,
você aceitaria sair comigo? - a líder ergueu uma sobrancelha e retribuiu o
sorriso.
– Nem no seu aniversário de vinte anos de
campeão.
– Bem, não custava nada tentar, não é mesmo? - o
sorriso nos lábios mudou para um brincalhão e ele se levantou - Acho que é
chegado o momento de ir. Tenho alguns assuntos a tratar com meu avô.
A
morena apenas assentiu com a cabeça. Não era costume dela e de Steven se
despedirem. Quando eram crianças brincavam e brigavam o tempo todo, sempre
competindo para saber qual dos dois era o melhor. Se houve algo que ela havia
desejado durante muito tempo, era a batalha contra o rapaz pelo título de
campeão, no entanto acabara sendo derrotada por Wallace. Ainda poderia fazer se
o quisesse, é claro, mas assumir esse posto não era mais algo que almejava,
apenas se contentava em fazer batalhas ocasionais contra o rapaz.
Quando
viu o amigo sair do cômodo, jogou-se no sofá pensativa. As informações que ele
lhe transmitira agora se embaralhavam em sua cabeça na forma de pensamentos
desordenados. As torradas parcialmente comidas e o resto do café foram
esquecidos no balcão durante horas até serem descartados na pia.
Levou
algum tempo até que o táxi em que se encontrava Steven chegasse à mansão Stone.
Poderia ter usado um de seus pokémons, é claro, mas queria evitar atenção de
terceiros para não causar tumultos quanto à sua presença na cidade. Graças aos
óculos escuros e o boné que cobria os cabelos cinzentos, passara despercebido
pelo motorista, coisa que provavelmente iria mudar quando o mesmo percebesse
seu destino.
Por
sorte, o homem de meia-idade apenas recebeu pagamento pelo serviço e lhe
desejou bom dia, partindo logo em seguida deixando o campeão aliviado. Ainda
era muito cedo, mas certamente o avò e seus funcionários já teriam despertado.
Samuel o chamou de volta com urgência, não fazia a mínima ideia do motivo do
avô precisar de sua presença ali, mas era impossível deixar de pensar que era
algo realmente importante.
Lançou
um olhar saudosos lembrando-se de si mesmo correndo pelos jardins que na época
pareciam bem maiores. Não visitava com frequência aquele lugar, bem menos do
que deveria, aliás, pois sabia que depois de anos era uma das únicas companhias
que ainda alegravam Samuel Stone. Pequenas flores brancas desabrochavam nos
arbustos bem podados que margeavam o caminho, sobre os quais voavam Beautiflys,
Dustox e até mesmo Butterfrees e Vivillons trazidos de outras regiões.
De
repente, uma criatura nova saiu por entre os arbustos. Um elefantinho laranja e
desengonçado de pouco mais de um metro correu até o treinador. Não parecia
querer atacar, por isso o rapaz nem se preocupou em pegar um de seus pokémons
para se defender. Ao se aproximar, o pokémon pôs-se a farejar inquietamente,
curioso com o novo visitante que acabara de chegar. Ele logo recordou-se do
nome daquela espécie. Cufant, um pokémon das terras longíquas de Galar, e
provavelmente mais uma aquisição para a coleção de seu avô.

– Olá garoto! Nunca te vi por aqui – disse
enquanto coçava-lhe por trás das orelhas – O velho Samuel está? Preciso falar
com ele. – o pokémon barriu alegremente em resposta e se adiantou subindo as
escadas balançando o traseiro de um lado para o outro como se dançasse.
Logo
cruzou as portas de carvalho e assim que o fez, um dos funcionários veio
imediatamente ao seu encontro, perguntando ao campeão se desejava algo. Steven
negou educadamente enquanto retirava os óculos e o boné e seguia pelas escadas
que davam ao andar superior, as quais o Cufant já subia com uma facilidade
supreendente para um pokémon de seu peso.
O
elefante guiou-o por alguns corredores até chegar onde Steven sabia ser a
biblioteca. Pouca atenção deu ao luxo do lugar, já havia se acostumando, embora
fosse explícito a cada quadro ou escultura em seu caminho. O cômodo era enorme,
formado pela junção de dois andares com estantes que iam até o teto. Livros e
mais livros se amontoavam nas prateleiras, alguns inclusive chegavam a ter
centenas de anos, e deviam ser manipulados com cuidado profissional, sob o
risco de desmanchar-se mesmo sob os cuidados de um especialista. Ele duvidava
que seria possível que alguém conseguisse em vida ler todos aqueles livros, mas
se existia alguém que se aproximava disso era seu avô.
Os
cabelos grisalhos de Samuel podiam ser vistos por trás da poltrona de veludo de
cor clara virada para o jardim. Sabia que seu avô gostava de se sentar ali, era
um de seus lugares favoritos visto que a localização da casa em um ponto alto
da cidade lhe dava uma bela e ampla visão da mesma, era como se aquele lugar
lhe pertencesse. O pokémon elefante foi até seu mestre e tocou-lhe suavemente
no braço com a tromba, recebendo um leve afago na cabeça em resposta.

– Vovô? – chamou Steven, atraindo a atenção do
homem que o observou com afeto.
– Achei que iria chegar pela tarde. Seja bem
vindo!
– Eu estava por perto. – respondeu o rapaz, dando
de ombros enquanto observava o homem com cautela – O senhor está bem?
O
idoso riu da preocupação do jovem.
– Ora garoto, eu ainda vou viver mais que todos
vocês e vou enterrá-los. – o mais novo deu um sorriso sem graça em resposta.
– Posso ficar mais tranquilo então.
Samuel
deu um longo suspiro enquanto observava através do vidro a cidade que havia
ajudado a crescer. Aliás, não só Rustboro, como várias outras cidades do
continente tinham a inegável marca de seu trabalho, o qual havia contribuído
muito para tornar Hoenn o que era hoje. Apesar de bem conservado para seus
quase oitenta anos, era difícil ignorar que as marcas da idade avançada aos
poucos se manifestavam em seu corpo.
Com o
auxílio de uma bengala de ébano o idoso levantou-se e foi até a bela
escrivaninha feita de jatobá sobre a qual estava um dispositivo prateado com um
círculo central. Steven logo reconheceu o objeto como um projetor de imagens em
três dimensões, uma recente tecnologia desenvolvida pela Devon, porém que ainda
estava em fase de aprimoramento e ainda não havia sido lançada ao mercado. Um
botão lateral foi apertado e o objeto reproduziu uma grande esfera azul que
representava o seu planeta.
– Há menos de vinte e quatro horas recebi uma
chamada do Centro Espacial de Mossdeep. A princípio, pensei que se tratasse de
algum assunto relacionado aos nossos investimentos na companhia, porém havia
algo mais – pressionando outro dos botões laterais, a imagem projetada mudou,
apresentando dessa vez uma espécie de vídeo onde se via o globo em tamanho menor
e passando quase que tangencialmente por este um corpo celeste de escala
inferior.
– O que significa isso? – franzindo o cenho
questiona o mais novo.
– Esse é o asteroide c2334, que recebeu o apelido
de Fuantei. Segundo os cálculos do CEM, esse é um corpo espacial que orbita
pelo sistema solar de forma ainda imprecisa. Acredita-se que tenha passado pelo
nosso planeta pela última vez há cerca de dois mil anos e agora se aproxima
daqui novamente.
– E isso é algo com que devamos nos preocupar? –
perguntou Steven com receio na voz.
– Será distante o suficiente para que não nos
afete, talvez cause uma leve modificação nas marés, mas nada expressivo. O
problema que temos é outro.
– E o que seria?
– Você tem ciência de que, em se tratando de
pesquisa espacial, nós estamos décadas à frente de qualquer outra região. Não
causar alarde quanto a esse fato é nossa prioridade nesse momento. Temos
relatos de atividades de equipes criminosas em todas as regiões, incluindo com
aparições de pokémons lendários. Não é o momento de causar pânico na
população.
O
Stone mais velho desligou o equipamento e caminhou de volta para sua poltrona,
de alguma forma seu caminhar parecia ainda mais cansado do que antes. Apoiou a
bengala no braço da poltrona ao se sentar e o punho de prata moldado em forma
da cabeça de um Skarmory fez-se visível. O rapaz questionou-se internamente se
aquela conversa havia chegado ao fim.
– Então devo usar minha influência para impedir
que tudo isso venha ao público? Posso ir até o Centro, mas não sei se será
possível.
– Evitar que se torne público é impossível, porém
ainda poderemos adiar o caos desnecessário por vários meses.
– Entendo – assentiu com a cabeça, mesmo que o avô
não estivesse olhando-o.
Entendendo
que o assunto estava encerrado, Steven levantou-se para ir embora.
– Preciso ir, vovô – anunciou – Logo farei o que
me pediu.
Samuel
virou o rosto para olhar novamente o neto, havia um misto de carinho com
orgulho em seu olhar. Steven lembrava a si próprio quando era jovem, embora
acreditasse que diante de si houvesse um espírito mais livre.
– Pode ficar um pouco mais, mandarei que façam seu
prato preferido - ofereceu, mas o rapaz negou com a cabeça.
– Preciso ir, tenho alguns assuntos pendentes a
resolver hoje.
Uma
estranha sensação percorreu o corpo do rapaz após finalmente deixar a casa, lhe
fazendo reviver toda a conversa que tivera com Roxanne uma hora atrás. Talvez a
líder estivesse certa, associar uma simples treinadora mesmo a metade de tudo
que acontecia era absurdo. Deveria focar nos problemas solucionáveis que ainda
viriam.
Sem mais se importar com os moradores de
Rustboro, o campeão liberou seu pássaro de metal cujo corpo brilhou refletindo
a luz do sol, montou-o e ganhou os céus. No fundo rezava para que seus temores
sobre Hoenn fossem equivocados.
Opa, e aí Carol, tudo bão? Vim cá deixar um comentáriozinho
ResponderExcluirEu amei esse capítulo, saímos da visão de May e sua trupe do barulho e agora focamos nossa atenção no Steven que está explorando mais o passado da nossa menina May e as outras coisas envolvidas a Equipe Aqua e Magma que estão voltando aos poucos a agir em Hoenn e pra piorar tá vindo um fucking meteoro desgraçar nossas vidas, só espero que não atinja de fato a terra, não tenho seguro contra meteoro não.
Enfim, é isso, gostei demais desse clima de tensão ao longo do capítulo e estou ansioso pro próximo.
Até mais, Carol /õ/
Acho legal fugir um pouco do foco da May para mostrar o que acontece em outras partes do continente, e o Steven me pareceu o personagem perfeito para esse papel, mas logo mais focos serão apresentados. O Hoenniano não tem um dia de paz, quando não são equipes criminosas são meteoros para destruir o planeta.
ExcluirObrigada pelo comentário, Leucro! Te vejo no próximo capítulo!
Opa, cheguei, tudo de bom Carolina?
ResponderExcluirLido e relido, como vc mesma diz, temos que montar o palco para os cos que estão por vir, bom ter essa pequena revelação dos olhos superiores que observam a May mais de perto que podiamos esperar.
Meteoro está vindo? Tomara que acerte na cabeça de Brandan e o faça perder a memória u.u Samuel parece ser uma figura de mentor, pena que May não teve a chance de conhecer esse velho simpatico quando esteve em rustboro.
Até o próximo capítulo!
Apesar de não ter foco nos protagonistas ainda tenho foco nos protagonistas. Gostei de escrever esse capítulo por começar a envolver cada vez mais a região de Hoenn, que apesar de ter vários fios, todos ainda convergem para um único ponto.
ExcluirPobre Brendan, Anão, não o mate, ainda preciso dele. Sr. Stone não teve chance de aparecer antes, mas tamo junto agora. E quem sabe a May não o encontra por ai? Ainda tem muita coisa para acontecer.
Obrigada pelo comentário, Anan. Até o próximo capítulo.
Oii, Carol!
ResponderExcluirPercebi que já havia lido até o final do arco de Dewford, então vamos continuar.
Esse capítulo saímos do visão dos protagonistas para ver um pouco do mundo ao redor.
Gosto muito desses momentos. Mostrando como as ações dos personagens que acompanhamos estão impactantando outros personagens tão importantes por aí.
Parece que a família da May causou uma baguncinha 17 anos atrás. Acho que eles tentaram algo com o Kyogre e foram impedidos, por isso que eles citam a equipe Magma como algo menos importante, porque eles não fizeram nada demais até agora. Apenas teorias por enquanto.
Agora eles falando da questão da wailmer, mostra como já sabíamos a conexão entre elas. Acredito que tem haver com o oceano e Kyogre e essas coisas, como já disse antes.
Para respostas, vamos continuar lendo.
E é isso, até a próxima!